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UFV assina parceria para pesquisas industriais com materiais alternativos aos derivados de petróleo


A UFV assinou, em abril, uma parceria com a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) que pode dar origem a um processo industrial mundial para produção de Hidroximetilfurfural (HMF) a partir de biomassa de celulose. A parceria foi assinada pelos professores Fábio de Ávila Rodrigues, do curso de Engenharia Química, e Reinaldo Francisco Teófilo, do curso de Química, e irá permitir equipar laboratórios e investir na formação de estudantes e pesquisadores.
 

O convênio foi assinado com a UFV porque os dois professores apresentaram projetos de pesquisa que envolvem o uso do Nióbio (Nb), um elemento químico usado principalmente em ligas de aço para a produção de tubos condutores de fluidos e esqueletos de avião e de carros e imãs supercondutores de equipamentos de imagem por ressonância magnética.
 

A ciência já sabe que compostos de nióbio são capazes de converter biomassa em HMF e ácido levulínico, usado na fabricação de medicamentos, mas isso ainda só é possível em pequena escala, em laboratórios. Um processo de produção eficiente e em grande escala pode criar uma nova indústria no país. O Brasil já é o maior produtor de nióbio do mundo e a CBMM o mais importante fornecedor mundial de nióbio e de sua tecnologia.
 

O mercado tem interesse porque o HMF é a base para fabricação de produtos que hoje dependem do petróleo, como polímeros e solventes. Por sua vez, o ácido levulínico é um químico altamente versátil, com diversas aplicações industriais, dentre elas a produção de resinas, fármacos, plastificantes, tecidos e biocombustíveis.
 

O professor Reinaldo Teófilo está em busca de um novo processo para conversão de material lignocelulósico em HMF e ácido levulínico, ou seja, criar uma nova rota química para produção do composto que pode ser mais eficiente do que a já conhecida. Já o professor Fábio Rodrigues quer mostrar a viabilidade do processo industrial. Isso significa testar condições reacionais, definir equipamentos e testar a viabilidade econômica de produção de HMF. Se tudo der certo, o Brasil será um dos poucos países com domínio da tecnologia para produzir compostos químicos que podem substituir o petróleo na produção de derivados de alto valor econômico.
 

(Léa Medeiros)

FONTE: UFV


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