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Animações em 3D tornam ensino de Química mais efetivo e prazeroso


Em dada altura da aula, o professor pede para que os alunos imaginem como se dá uma determinada reação química, oferecendo como suporte uma figura estática extraída de um livro. Por mais que ele domine e saiba explicar o conteúdo e que os estudantes sejam criativos, o docente jamais conseguirá que todos criem uma mesma imagem mental acerca do tema proposto. Um problema e tanto, não? Pois essa dificuldade no campo pedagógico tem uma excelente chance de ser superada, graças a um estudo desenvolvido para a tese de doutorado do engenheiro elétrico Manuel Moreira Baptista, defendida recentemente no Instituto de Química (IQ) da Unicamp. O pesquisador criou animações em 3D para serem usadas no ensino de Química, mas que podem ser adaptadas a outras disciplinas. A proposta está sendo tão bem aceita, que as 70 animações já produzidas por ele geraram cerca de 1 milhão de visualizações no canal do YouTube (www.youtube.com/user/m770596), originárias de 148 países. Além disso, foram efetuados mais de 360 mil downloads das animações a partir do site www.quimica3d.com.

O trabalho de Baptista é permeado pelo ineditismo, como faz questão de observar o seu orientador, o professor Pedro Faria dos Santos Filho. “Não temos notícia de que exista outro estudo do gênero no mundo”, afirma o docente. Justamente por causa da originalidade, a pesquisa cumpriu uma espécie de trajetória épica até ser concluída. Antes de falar sobre os obstáculos enfrentados pelo autor e seu mentor, entretanto, convém falar primeiramente das animações e de como elas podem contribuir para tornar o aprendizado de Química mais efetivo e prazeroso.

O professor Pedro Faria explica que os estudantes de hoje não são os mesmos das gerações passadas. A chamada geração Y é mais imediatista que as anteriores, tem o domínio de uma série de tecnologias e demonstra interesse por temas que possam estar diretamente relacionados à sua realidade e visão de mundo. “Ou seja, não dá mais para continuar ensinando como fazíamos no século passado. Se fizermos isso, o aluno sairá da sala ou dormirá na carteira”, adverte o docente. Ocorre, porém, que os modernos recursos pedagógicos disponíveis para tentar seduzir essa juventude são, com muita frequência, inadequados. Na maioria das vezes, eles carecem de conceito.

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Fonte: Jornal da Unicamp

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